rumao a greve geral

XII Congresso da Condsef

Contribuição ao debate na eleição de delegados

REFORÇAR A INDEPENDÊNCIA SINDICAL E A UNIDADE PARA GARANTIR

NENHUM DIREITO A MENOS!

Hoje, o Brasil é atingido em cheio por uma brutal ofensiva contra os direitos da população trabalhadora e o patrimônio nacional. Os serviços púbicos estão na mira. É a mesmo ofensiva que, em todos os continentes, pretende fazer as garantias trabalhistas e sociais retroceder dois séculos. E para isso precisam destruir as organizações sindicais.

O golpe na democracia serve aos interesses das multinacionais e dos banqueiros.

É para eles que Temer que destruir os direitos previdenciários, alienar o pré-sal, acabar com as garantias da CLT, abrindo caminho para uma exploração sem limites.

É para favorecer banqueiros e multinacionais que os golpistas pretendem congelar por 20 anos o orçamento federal – particularmente da saúde e educação –, acabar com os concursos públicos, congelar salários (PLP 257 e PEC 241).

Ao lado desses ataques anunciados Temer já adotou duras medidas contra os servidores federais.

Foram vetadas partes importantes de acordos assinados pelo governo Dilma com servidores da AGU e do Bacen. A Portaria 5 do Ministério do Planejamento revoga o enquadramento dos anistiados (do governo Collor) no RJU (conquista obtida no governo Lula) provocando rebaixamento de salários e até mesmo de pensões.

Acordos assinados pela Condsef com o governo Dilma foram ignorados e os projetos de lei permanecem na gaveta (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, DNIT, ATPSs, Analista de Infraestrutura, Perito Agrário…).

Na IMBEL, o governo quer impor aumento de carga horaria, que passaria de 42 para 44 horas semanais, anulando uma conquista do acordo coletivo de 2014/2015

No plano da organização sindical, aliados do governo golpista tentam fazer passar no Congresso um projeto que eterniza o imposto sindical e atrela ainda mais os sindicatos ao Estado, na contramão da independência conquistada com a fundação da CUT.

No plano político, salta aos olhos a falência das instituições subordinadas ao capital financeiro e que aplicaram o golpe e deram posse ao usurpador Temer.

Ganha toda a atualidade a bandeira da Constituinte Soberana para fazer a reforma política, eleita com outras regras, verdadeiramente democráticas, que defenda a nação e os direitos dos trabalhadores. Inclusive para rejeitar as variantes de “auto-anistia” do PMDB-PSDB que querem salvar o regime político ameaçado pela Lava-Jato.

Também a bandeira das diretas, que aparece para muitos setores como a forma de expulsar Temer do poder, se choca com as instituições apodrecidas (Congresso, STF….).

Para barrar os ataques e medidas regressivas de Temer, que afetam toda a população trabalhadora e a nação, para derrotar os planos dos golpistas, os servidores federais precisam estar juntos com a CUT na preparação de uma greve geral que tem um momento no “esquenta” deste 22 de setembro.

Por uma chapa cutista unitária para a direção da Condsef

condsef-filiada-a-cut

A luta dos servidores federais atravessou um período extremamente difícil e turbulento nos últimos três anos.

Depois das grandes manifestações de 2013, que revelaram um fosso entre o povo e as instituições, acentuou-se uma violenta pressão sobre nossas organizações sindicais (do sindicato de base até a Condsef e a CUT) no sentido de abandonar a defesa das reivindicações.

De um lado o governo Dilma-2 negava-se a negociar e a atender a pauta dos servidores, para impor a ferro e fogo o arrocho do ajuste fiscal (Plano Levy).

De outro, setores pretensamente “radicais”, agindo como transmissores da política dos grandes meios de comunicação e da oposição parlamentar de direita, rejeitaram a unidade, deixaram de lado as reivindicações, recusavam apresentar contrapropostas para negociar com o governo Dilma e queriam partidarizar as entidades transformando-as em comitês anti-Dilma.

Contando com o apoio da CUT, a ação dos servidores afastou ambas as pressões e manteve a independência da Condsef no cumprimento de sua tarefa sindical, a defesa das reivindicações.

E, finalmente, a Condsef conseguiu encaminhar uma dura campanha salarial em 2015 arrancando conquistas, parciais mas importantes: recomposição parcial do salário, incorporação de gratificações, além de conquistas setoriais, parte delas vetadas depois pelo golpista Temer.

Essa trajetória de independência sindical, que se materializa na defesa das reivindicações, é imprescindível para a luta dos servidores federais. Para mantê-la defendemos a construção de uma chapa cutista unitária como núcleo principal da direção da Condsef que será eleita no XII Congresso.

Chamamos a votar nos delegados comprometidos com essas propostas.

Cleusa Cassiano, Edison Cardoni, Menandro Sodré, Sandra Mota (Diretores da Condsef)

Toda força na paralisação em 22 de setembro

O movimento da greve geral já está em curso

Após mobilizações que reuniram mais de 10 mil trabalhadores em particular servidores públicos – em Brasília nos dias 12 e 13, a Executiva nacional da CUT reuniu-se em 14 de setembro para decidir os próximos passos do movimento pela deflagração da greve geral por “Nenhum direito a menos” contra as medidas de ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários e à soberania nacional pretendidas pelo governo golpista de Temer.

A reunião apontava a prioridade de concentrar energias nas paralisações que devem ser o centro do dia de luta de 22 de setembro, a partir dos relatos das CUTs estaduais e ramos, e encaminhava a realização de uma nova paralisação nacional, centrada funcionalismo, em 5 de outubro em rechaço ao PL 241 (teto de gastos públicos) – para desembocar na greve geral em meados de novembro, data que será indicada após balanço do 22 de setembro.

toda-forca-na-parlisacao-de-22-de-setembro

“Hora da onça beber água”
Abaixo reproduzimos trechos da fala de Julio Turra na abertura da reunião: “Chegou a hora da onça beber água. Garantir a mais ampla paralisação em 22 de setembro é a tarefa imediata para derrotar os golpistas no terreno da luta de classes, criando o terreno para uma greve geral nos próximos meses.

A hierarquia das palavras de ordem que a CUT deve assumir é: nenhum direito a menos, greve geral, fora Temer, diretas já com Constituinte para a reforma política. Isso nos unifica e permite um diálogo no interior das Frentes, sendo nossa prioridade preparar a ação unitária da classe.

Concentrar forças no esquenta da greve geral do dia 22, cujo resultado vamos medir no grau de paralisação obtido, e não no tamanho dos atos do final da tarde. No dia 29 de setembro vamos apoiar a paralisação dos metalúrgicos, encarando-a como mais um esquenta da greve geral.

A unidade na ação com as demais centrais deve ser buscada, mas não condicionamos a consenso com reacionários como o Paulinho a deflagração da greve geral. O que nos interessa são setores da Força sindical, como químicos, metalúrgicos do Paraná e outros, que querem resistir aos ataques de Temer.

As greves gerais verdadeiras que a CUT capitaneou sempre foram processos tumultuosos, daí a importância de estarmos coesos. O movimento deve vir de baixo, de nosso trabalho de base.
Podemos sair bem armados dessa reunião com um plano de preparação da greve geral para novembro deste ano.

 

*texto originalmente publicado em Jornal O Trabalho ed. 794 otrabalho.org.br

Proposta de desfiliação do SINTRASEM da CUT é derrotada!

Aconteceu no último dia 03 de setembro a plenária final do IX Congresso do SINTRASEM (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis/SC), onde  foram aprovadas propostas sobre a difícil conjuntura política nacional e regional que atravessamos. Debatidas no dia anterior por mais de 160 delegados essas propostas delinearam um plano de ação do sindicato para os próximos três anos.

A plenária final teve também que dedicar boa parte de seu tempo de trabalho, para discutir e rejeitar uma velha proposta conhecida da categoria, que fora ressuscitada por setores divisionistas do sindicato, a velha proposta de desfiliação do sindicato da Central Única dos Trabalhadores – CUT.

Novamente, setores divisionistas do sindicato (CSP-conlutas, Unidade Classista tese 2 e 3 respectivamente) usaram dos mais distorcidos e absurdos argumentos para distorcer, manipular e falsificar as posições adotadas pela CUT, na tentativa literal de enganar a maioria dos delegados do congresso, numa operação de divisão e de enfraquecimento da CUT e do próprio SINTRASEM.

A CUT é a maior central sindical do Brasil, que ocupou um papel de destaque na luta e na resistência contra os ataques dos governos contra os trabalhadores no último período. Foram centenas de atos e atividades que reuniram centenas de milhares de trabalhadores de sua base, e que já prepara uma grande Greve Geral que se erguerá em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, que seguem duramente ameaçados pelo governo ilegítimo de Temer.

Os divisionistas, ignorando completamente a conjuntura adversa que atravessa o movimento sindical e dos trabalhadores no Brasil, como alternativa a desfiliação do sindicato da CUT, propunham manter o SINTRASEM, “independente” de central sindical, sem filiação sindical.

A vergonhosa proposta de desligar o sindicato do movimento real de resistência dos trabalhadores, foi majoritariamente rechaçado pela plenária final do congresso –  onde mais de 70% dos delegados votaram pela manutenção do SINTRASEM filiado a CUT e em movimento, pois aprovaram também a preparação do Dia Nacional de Paralisação – esquenta a Greve Geral!

Os companheiros da CUT Independente e de Luta, que integravam junto a outros delegados da categoria a tese 5 – Unidos Vamos a Luta, foram determinantes para derrotar novamente essa traiçoeira proposta de desfiliação e além de defenderem a unidade do sindicato e dos trabalhadores pelo Fora Temer – NENHUM DIREITO A MENOS, na linha da construção da Greve Geral em defesa dos direitos, hoje são alguns dos responsáveis por manter este importante sindicato: SINTRASEM filiado a base da Central Única dos Trabalhadores!

Todos ao Dia Nacinal de Paralisação – 22/9 – Esquenta da Greve Geral!!!
#ForaTemer
NENHUM DEREITO A MENOS

Acompanhe abaixo defesa da manutenção da filiação e votação que derrota a proposta de desfiliação do sindicato da CUT:

Defesa da manutenção da filiação do sindicato, feita por Renê Munaro – CUT Independente e de Luta.

Votação da proposta.

 

 

Livro: A Classe Trabalhadora e a Resistência ao Golpe de 2016

capa livro a classe trabalhadora e a resistência ao golpe de 2016 II

A CUT, eixo da luta de resistência contra o golpe

Por Julio Turra

“Os últimos 10 meses concentram não só um balanço positivo dessa gestão, mas um balanço histórico do lugar da CUT, independente dos patrões e governos – inclusive dos que ajudou a eleger – e autônoma diante dos partidos – inclusive daquele que é o da maioria dos seus militantes – comprometida com a defesa da   classe trabalhadora. Foi o que permitiu à CUT ser o eixo da resistência contra a ofensiva da direita, agrupando os movimentos populares nas ruas, numa situação de paralisia e crise do PT e da aplicação pelo governo de uma política contrária à sua própria base social. É essa postura que devemos prolongar no próximo período difícil e complexo que temos diante de nós”.

A citação que introduz este artigo é de minha intervenção sobre o balanço da gestão da Direção Nacional da CUT que encerrava seu mandato no 12º Congresso nacional da CUT (CONCUT – 13 a 16 de outubro de 2015).

Ela fazia referência (“últimos 10 meses”) ao processo de mobilização iniciado em 13 de março de 2015 pela CUT, em conjunto com o MST, a UNE e centenas de organizações do movimento popular, quando – resistindo inclusive a pressões que vinham do Planalto e da direção do PT no sentido de “não fazer nada, para não provocar a direita” – decidimos convocar uma primeira mobilização de massas nacional para disputar as ruas com os golpistas e “coxinhas” que preparavam então atos pelo “Fora Dilma, Fora PT”…

CLICK NO LINK ABAIXO E LEIA O ARTIGO DE JULIO TURRA (Diretor Executivo da CUT) NA ÍNTEGRA:

https://cutindependentedeluta.wordpress.com/artigo-de-julio-turra-no-livro-a-classe-trabalhadora-e-a-resistencia-ao-golpe-de-2016/

RESOLUÇÕES DA DIREÇÃO NACIONAL DA CUT

REsoluções da Direção Nacional da CUT

NÃO AO GOLPE!

FORA TEMER!

NENHUM DIREITO A MENOS! RUMO À GREVE GERAL!

A Direção Nacional da CUT, reunida na cidade de Guarulhos, SP,  nos dias 18 e 19 de agosto, considerou com extrema preocupação o cenário político que se delineia para o próximo período no qual as forças golpistas buscam implementar seu projeto de restauração neoliberal.

As medidas adotadas pelo governo ilegítimo de Temer visam o desmonte do Estado, a redução do investimento em políticas públicas fundamentais como a saúde e a educação, a privatização das empresas estatais, a entrega de nossas riquezas à exploração das empresas multinacionais, a retirada de direitos fundamentais da classe trabalhadora, o desemprego e o arrocho salarial.

Este cenário sombrio de retrocesso civilizatório, que põe em risco a democracia  e a soberania nacional, que leva à precarização  das condições de trabalho e de vida dos/as  trabalhadores/as no campo e na cidade, coloca para a CUT o desafio  de continuar fazendo a defesa incondicional dos direitos e interesses da classe trabalhadora e de continuar seu protagonismo na luta contra o golpe junto com as forças democrático-populares representadas pela FBP e pela FPSM.

Não assistiremos calados à redução do papel do Estado como indutor do desenvolvimento, da mesma forma como não aceitaremos o corte de recursos destinados  às  políticas públicas que têm como obrigação constitucional  assegurar serviços essenciais à população brasileira. Rejeitamos igualmente a privatização que está sendo feita de serviços essenciais, como a saúde e a educação, da mesma maneira como lutaremos contra a entrega do Pré-Sal  à rapina de petrolíferas internacionais.

A CUT nasceu nas lutas de resistência contra a ditadura e continuará nas  ruas para resistir ao golpe, defender a democracia e o projeto de nação que queremos construir e deixar para as gerações futuras. Nas praças e ruas, continuaremos gritando: FORA TEMER!

Não aceitaremos a retirada de nenhum de nossos direitos trabalhistas e previdenciários e reafirmamos a bandeira de luta aprovada no 12º CONCUT: NENHUM DIREITO A MENOS! Em torno desta bandeira, mobilizaremos nossas bases rumo à greve geral.  Este é o momento de acumular forças, de evitar a dispersão e a fragmentação. É o momento de dialogar com as trabalhadoras e os trabalhadores do campo e da cidade, do serviço público e do setor privado. É necessário explicar cuidadosamente porque os direitos da classe trabalhadora estão ameaçados e  envolvê-las/os na preparação da greve geral.  Nesta ação, a CUT buscará a unidade de ação com as demais Centrais Sindicais para a construção da greve geral, preservando sua autonomia na elaboração e divulgação de material próprio para mobilizar os/as trabalhadores/as. Da mesma forma, buscará o apoio dos movimentos populares (FBP e FPSM), fundamental para sensibilizar a população a favor da luta em defesa dos direitos.

Igualmente importante é a luta sem trégua que travaremos contra as demissões e o desemprego. Não aceitaremos que as/os trabalhadores/as “paguem o pato” pela crise econômica e pelas políticas recessivas de ajuste fiscal do governo ilegítimo.  A luta dos trabalhadores demitidos é a luta de toda a classe trabalhadora. Manifestações de rua, passeatas, assembleias, movimentos de solidariedade farão parte de uma agenda permanente da CUT em defesa do emprego.

É na luta que explicitam-se as contradições da sociedade, revigoram-se os laços de solidariedade entre os/as trabalhadores/as, forjam-se as ideias e  a consciência de classe, acalentam-se os sonhos e a esperança de  dias melhores. Não recuaremos diante de ameaças, resistiremos ao golpe e aos ataques à democracia, aos direitos da classe trabalhadora e à soberania nacional.

PLANO DE LUTAS DA CUT  PARA O SEGUNDO SEMESTRE de 2016

LUTA CONTRA O GOLPE

  1. Manter a luta  contra o golpe, como a prioridade da CUT.

  1. Organizar jornada de luta em Brasília, com foco em atos nos  dias 23 e 29 de agosto, em parceria com FBP e FPSM.

  2. Atuar em conjunto com os movimentos populares em outras capitais,      organizando manifestações de rua,  vigílias em locais fechados ou em praças públicas (usar a criatividade, considerando as condições concretas de mobilização.

  3. Pressionar Senadores no Congresso e nas suas bases eleitorais.

  4. Continuar a discussão com a base sobre o golpe, mostrando de forma didática seu significado (quem são os golpistas, o que querem com o golpe, como a população será atingida, como a classe trabalhadora será atingida pelas políticas e medidas do governo ilegítimo: PL 257, PEC 241, negociado sobre o legislado, terceirização, flexibilização do contrato de trabalho,  reforma da previdência, privatizações,  fim das políticas de inclusão social voltadas para setores mais pobres da população, para mulheres, negros e para promoção dos direitos humanos, aumento do desemprego, a política de desenvolvimento agrário que põe em cheque a vida dos/as trabalhadores/as do campo e a segurança alimentar.

  5. Continuar a denúncia do golpe em fóruns internacionais e a mobilização popular, com foco na Jornada  Continental    pela Democracia e contra o Neoliberalismo.

  6. Intensificar a defesa dos bancos públicos e das estatais.

  7. Realizar campanha pela auditora da dívida pública com o objetivo de explicitar a atual política de ajuste fiscal.

FORA TEMER!  NÃO À PEC 241 – DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO RUMO À GREVE GERAL

  1. Continuar o processo de preparação da greve geral como principal instrumento para defender os direitos e combater o governo golpista, com indicativo de paralisação para a segunda quinzena de setembro (22/09).

  2. Ir esquentando os motores, através do trabalho de base: divulgar ameaças concretas aos direitos da classe trabalhadora  (panfletagem), fazer consultas sobre disposição dos trabalhadores aderirem à greve (como já está sendo feito por algumas categorias e Estaduais  da CUT), realizar assembleias nos sindicatos, plenárias por ramos.

  3. Fazer paralisações parciais para continuar esquentando os motores e preparando as bases para o embate.

  4. Unificar a luta e a preparação da greve geral através de campanha nacional pela defesa dos direitos: NENHUM DIREITO A MENOS!

  5. Articular a pressão no Congresso e sobre os parlamentares contra a retirada de direitos com a mobilização para a greve geral.

  6. Jogar peso nas campanhas salariais do segundo semestre, fazendo convergência para dia nacional de paralisação na segunda semana quinzena de setembro (22/09).

  7. Buscar a unidade com outras Centrais Sindicais, preservando a autonomia da CUT.

  8. Envolver os movimentos sociais, através da FBP e da FPSM, na mobilização rumo à greve geral, indo para as ruas e usando formas criativas de sensibilizar a população (ações culturais envolvendo artistas populares) .

  9. Participar ativamente da construção da 2ª Conferência nacional da FBP (novembro)

  10. Aproveitar a discussão e mobilização das eleições municipais (Plataforma da CUT para as eleições 2016) para, junto com os movimentos sociais, fortalecer resistência  ao governo golpista.

  11. Organizar caravanas nas regiões para fortalecer a resistência ao governo golpista.

  12. Desenvolver a campanha em defesa do Pré-sal.

  13. A Secretaria Geral deve  organizar grupo de dirigentes e assessores para coordenar a ação contra o golpe e de preparação da greve geral.

DEFESA DO EMPREGO E AÇÃO  CONTRA DEMISSÕES

  1. – Desenvolver ações em defesa do emprego em todas as categorias com ênfase nas regiões mais atingidas pelas demissões.

  2. – Organizar com os movimentos sociais e populares formas de defesa do emprego, como assembleias,  manifestações de rua e pressão social.

 CALENDÁRIO

  • Dia  23/08 – Ação em Brasília contra a PEC 241,  o PL 257 e o PL 4567 (Pré-Sal)

  • Dia 29/08 – Ato contra o Golpe em Brasília.

  • Dia 07/09 – Participação da CUT no Grito dos Excluídos

  • Dia 14/09 – Reunião ampliada da DE

  • Dia 22/09 – Dia nacional de paralisação (“Esquenta Greve Geral”)

 

Intervenções dos Diretores que Impulsionam a CORRESPONDÊNCIA EM DEFESA DA CUT INDEPENDENTE E DE LUTA:

Esquenta a discussão sobre greve geral pelo Brasil

Reuniões e plenárias na base da CUT adotam iniciativas

Plenárias e reuniões das CUTs estaduais discutem a greve geral por “nenhum direito a menos”.

Em Cuiabá (MT), com a presença do presidente da CUT-DF, em 23 de julho, a plenária propôs aos sindicatos fazerem boletins informando os ataques do governo golpista e assembleias para discutir a greve geral, numa situação em que o funcionalismo estadual está em greve há quase dois meses.

Na CUT-RS, uma reunião da executiva estadual ampliada, em 2 de agosto, decidiu sugerir à CUT nacional o mês de setembro para a deflagração da greve geral. Em 4 de agosto o funcionalismo vai “parar” o estado, pois até as polícias civil e a militar vão protestar contra o parcelamento de salários imposto pelo governo Sartori (PMDB).

A CUT-SC, entre outras iniciativas, vai promover plebiscitos nas bases sobre a necessidade da greve geral. Em Minas, auditório lotado Com o auditório lotado, em 1º de agosto a plenária da CUT-MG reuniu dirigentes metalúrgicos, petroleiros, bancários, correios, metroviários e servidores públicos e discutiu ações contra o golpe e a preparação da greve geral.

cedula GG SC

Foi realçada a responsabilidade dos sindicalistas de intensificar o diálogo com suas bases, para tanto a CUT-MG deve produzir materiais para ajudar nesse trabalho. Também foi marcada reunião de sindicatos em campanha salarial neste 2º semestre, para unificar iniciativas e somar na preparação da greve geral.

A plenária mineira registrou críticas à reunião das centrais sindicais de 26 de julho e ao documento ali adotado, “que em nada ajuda a construção da greve geral”.

No Recife, bancários discutem a greve geral Em 26 de julho, após assembleia geral de bancários, foram lançados dois comitês contra o golpe e em defesa dos bancos públicos, um da CEF, outro do BB.

Ugo Alberto, do Comitê do BB, lembrou que “estamos no contexto de um golpe, com ataques generalizados contra o conjunto dos trabalhadores, o que enseja a necessidade de uma resposta de conjunto que deverá se expressar na greve geral”. Tony Guerra, do Comitê da CEF, falou que “a greve geral é um recado sério dos trabalhadores que vão reagir às medidas terríveis que estão sendo implantadas contra eles”.

A assembleia aprovou moção, no sentido de ajudar a construção da greve geral, dirigida às direções dos sindicatos cutistas de Pernambuco, para que se somem ao esforço de convocação de assembleias nas suas categorias, e à direção da CUT-PE para que convoque “plenária de sindicatos filiados para impulsionar essa discussão integrando todas as entidades sindicais filiadas à nossa Central”.

texto originalmente publicado em Jornal O Trabalho ed. 791. otrabalho.org.br

Dar palanque para Paulinho da Força?

Unidade de ação não pode ser conciliação com golpistas

A executiva da CUT colocou no plano de preparação da greve geral a “busca da unidade de ação com as demais centrais em torno da defesa dos direitos da classe trabalhadora e com base numa pauta concreta de exigências e reivindicações”. Quanto a “assembleias da classe trabalhadora” nas capitais, a resolução dizia: “Essas assembleias devem deliberar e fazer o indicativo de data da greve geral”.

O ato de 26 de julho em São Paulo, com dirigentes de oito centrais (CUT, FS, UGT, CTB, NCS, CSB, CGTB e Conlutas) e o documento ali adotado, correspondem a essa orientação?

Nem de longe. O ato encerrou-se com a adoção de um documento que – sem sequer mencionar a greve geral – conclui com uma lista de medidas, cuja maioria é de “mais investimentos”, requentadas de um documento de centrais e empresários entregue a Dilma antes do início do impeachment (“Compromisso pelo desenvolvimento”). Sobre essa base foram convocadas “assembleias da classe trabalhadora” nas capitais em 16 de agosto.

Segundo o site da CUT, Vagner Freitas teria dito em sua fala que “greve geral só acontece se todas as centrais quiserem fazer”. Se foi isso que disse, é um enorme equívoco, pois deixaria nas mãos de pelegos (uns sem base, outros golpistas como o Paulinho), o poder de decidir se uma greve geral sai ou não!

Isso nunca houve nas greves gerais que a CUT liderou em nosso país. Foi a partir da mobilização de sua própria base que a CUT incidiu nas bases dos pelegos, chegando a arrastar alguns deles (nunca todos) para a ação comum.

Volta ao passado?
Depois de um ano e meio de intensa mobilização, primeiro contra a direita e para mudar os rumos do governo Dilma, depois contra o golpe e em defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores, parece que há dirigentes da CUT querendo “voltar ao passado”: nada fazer senão em “unidade com as centrais”.

Mas, a fraca presença de cutistas no ato de 26 de julho – muitos se recusaram a ir ao serem informados que o tema “golpe” não podia ser tocado e que não se devia hostilizar o Paulinho em nome da “unidade” – demonstra que tal orientação não é consensual na CUT.

É preciso corrigi-la imediatamente. Com material e cara própria a CUT deve explicar cada um dos ataques à nossa classe, qual é a sua origem (governo Temer), concluindo na necessidade da greve geral.

É com essa linha que deve intervir nos atos de 16 de agosto, inclusive para ganhar a base da pelegada, pois unidade na ação não se confunde com conciliação.

Julio Turra – membro da Executiva Nacional da CUT

Posição histórica da CUT em questão

Uma comissão especial da Câmara, presidida pelo Paulinho da Força e cujo relator é o deputado Bebeto (PSB), gerou o PL 5795 sobre “financiamento da atividade sindical”.

Em nome de atender ao reclamo de sindicatos, inclusive da base da CUT, contra a interferência do Ministério Público na cobrança de taxas negociais ou assistenciais, gerou-se um monstrengo.

O PL modifica artigos da CLT no sentido de garantir o imposto sindical (contribuição sindical) e estendê-lo ao setor público, para depois introduzir a cobrança de uma taxa negocial, decidida em assembleia.
A posição histórica da CUT é contra o imposto sindical. Quando do reconhecimento das centrais (2007), a CUT defendeu que a taxa negocial substituísse o imposto sindical.

Já o PL 5795 “garante” as duas cobranças e cria um absurdo “Conselho Nacional de Autorregulação Sindical-CNAS”, bipartite (uma câmara com um representante de cada central reconhecida, outra com representantes das entidades patronais), a quem caberia regular a cobrança da taxa negocial.

Desde já podemos dizer que confundir a CUT com a pelegada que vive de contribuições compulsórias, aceitar o CNAS como órgão de regulação, levaria a dissolvê-la no peleguismo sindical. Se é preciso legalizar a taxa negocial, que se faça um PL limitado a isso.