“Muitos levam cópia para pegar assinaturas das suas famílias”

Abaixo-assinado colhe adesão pela anulação da reforma trabalhista

A campanha pela revogação da Reforma Trabalhista, que tomou a forma de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP), lançado pela CUT, está ganhando fôlego e chegando nos locais de trabalho, impulsionada por sindicatos cutistas. A diretoria do Sindicato dos Metroviários de Belo Horizonte (MG), por exemplo, abraçou proposta. Na manutenção e no setor administrativo, montaram uma banquinha para colher assinaturas pela anulação da Reforma Trabalhista. Nos demais setores e estações do metrô, os diretores percorrem sala por sala, conversam com os trabalhadores e colhem as assinaturas. O próximo passo é buscar a adesão da população com banquinhas, mural e carro de som nas principais estações.

Santa Catarina é um dos estados que está empenhado em colher assinaturas, e tem a meta de 250 mil. Em todo estado tem havido ações nas praças e ruas, e a população colabora em massa. Iracema Araújo já é aposentada, mas fez questão de assinar. “Eu estou preocupada com o futuro dos meus filhos e netos que vão sofrer muito com essa reforma. A luta não pode parar”, afirmou. Aquiles Vint também contribuiu com o abaixo-assinado “Esta é a única forma de mostrarmos para os políticos que nós temos poder e que eles não podem fazer o que querem” (site da CUT/SC).

“Quem vê o abaixo-assinado, pede para assinar”
Um dos sindicatos que está na campanha é o Sintrasem, que representa os funcionários da prefeitura e da empresa municipal de coleta de resíduos e limpeza pública, a Comcap. Lá, os conselheiros sindicais dos locais de trabalho têm recolhido adesões nas unidades tanto dos trabalhadores do local, como da comunidade atendida pelos serviços. O plano do sindicato é de montar banquinhas junto com as atividades da campanha salarial da Comcap. “A adesão tem sido muito boa, tanto da nossa categoria quanto da comunidade, que quando vê o abaixo-assinado pede para assinar”, relata o presidente do Sindicato, Rene Munaro.

A iniciativa está se espalhando. O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Osasco e Região (SP), filiado à Força Sindical, está discutindo pontos da reforma trabalhista durante as reuniões da campanha salarial e colhendo assinaturas nas fábricas. “Para nós, esse projeto é a continuidade do trabalho do sindicato, que já tinha feito uma bateria de assembleias à época da votação da terceirização, dizendo que éramos contra isso. Desde o início de fevereiro, também vínhamos fazendo assembleias contra a reforma trabalhista”, afirma um diretor do sindicato. “O apoio dos trabalhadores é grande, e muitos têm levado cópias do abaixo-assinado para pegar assinaturas das suas famílias”.

PLIP coleta

Também no estado de São Paulo, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Guarulhos e Região tem tido agenda intensa. Toda quinta-feira, colhe assinaturas da população em geral. Já montou bancas no em duas localidades de Guarulhos, em Ferraz, Arujá, e vai montar em Itaquaquecetuba e Mairiporã. Nos outros dias da semana, faz visitas nas agências bancárias, o que já é parte da divisão normal de trabalho na entidade, mas que está recebendo o reforço do material do PLIP. “Nossa categoria está muito preocupada com a terceirização e com o risco de pejotização”, relata Luiz Carlos dos Santos, Presidente do Sindicato.

Até o dia da entrega das assinaturas em Brasília, marcada para 08 de novembro, as atividades buscando adesões da população tendem a se multiplicar. No Rio de Janeiro, por exemplo, os Sindicatos dos Radialistas e dos Jornalistas decidiram montar banquinha na porta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que fica na Lapa. A atividade vai acontecer de forma concomitante a um ato da campanha salarial dos trabalhadores da EBC, responsáveis pelo conteúdo de veículos como a TV Brasil e as rádios MEC e Nacional – a empresa de comunicação pública está sob ataque e tem sofrido com a censura desde o início do governo Temer. No Sul Fluminense, professores da rede estadual, apesar de sua entidade sindical (SEPE, cuja maioria da direção é ligada à Intersindical), não ter aderido à campanha, decidiram colher assinaturas nas escolas de Volta Redonda e Barra Mansa.

Priscilla Chandretti

*texto publicado originalmente em Jornal O Trabalho Ed 816. http://www.otrabalho.org.br

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Discussão sobre suposta “direitização do mundo”

Julio Turra da executiva da CUT, discute e argumenta contra a análise de que “as massas estão indo a direita no mundo”, em uma onda conservadora de direitização do voto dos trabalhadores, na reunião da Direção Executiva da CUT do último dia 18 de outubro de 2017.

Força e Fiesp juntas de braços dados com o golpe

Até aí, normal. A pergunta é: o que a CTB faz com essa gente?

força ctb e fiesp juntas

No dia 12 de setembro, o golpista Temer recebeu no Palácio do Planalto cinco Centrais sindicais – Força Sindical (FS), Central de Sindicatos Brasileiros (CSB), Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Gerral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central – e empresários capitaneados por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústria de São Paulo, a Fiesp.

A CUT não participou desse circo.
No próprio dia 12, foi publicado em jornal de grande circulação um informe publicitário dessas centrais em conjunto com a FIESP pedindo empregos. Como é possível?

Fazer movimento junto com aqueles que desempregam 13 milhões de trabalhadores, que financiaram o golpe contra Dilma e votaram a contrarreforma trabalhista que pretende acabar com os direitos do conjunto dos trabalhadores?

Que a Força Sindical através do seu presidente, o deputado Paulinho, se preste esse serviço, já sabemos. Afinal, estava do lado de Paulo Skaf e seu pato na armação do golpe. Ele votou com os golpistas pelo impeachment de Dilma e depois votou para salvar Temer da abertura de processo de impeachment.

Agora, as demais centrais, em particular a CTB cuja direção é identificada com o PCdoB, se envolver nesta operação, é um papelão!

A FS, UGT, CTB, Nova Central e CSB vem se reunindo para buscar uma forma de assegurar o custeio sindical, diga-se, o famigerado imposto sindical. De quebra dizer que é para enfrentar a reforma trabalhista.

Bem ao estilo do peleguismo, Paulinho afirma que “haverá entrega de um importante documento dos trabalhadores e do empresariado de São Paulo. É um documento que cobra a volta do crescimento econômico, a volta do emprego. ” (Agência Sindical).

Mas não para aí! Botando fé nesse reacionário Congresso Nacional, afirma ainda: “Eu acho que o movimento sindical, de certo modo, pecou em algum período no enfrentamento com a política nacional, com o Congresso Nacional”. Ele afirma que depois de 28 de abril é hora de “entrar no período de negociação e diálogo com cada um dos líderes dos partidos, com o próprio governo, para que a gente possa voltar a garantir os direitos dos trabalhadores”.

E ainda diz que está negociando um Medida Provisória (MP) com o governo: ”Estamos discutindo os detalhes dessa MP, quais as questões que podem modernizar e moralizar o movimento sindical e manter aquele sindicalismo que realmente defende os interesses dos trabalhadores”.

Certa está a CUT, que combateu a contrarreforma trabalhista e agora quer mobilizar pela sua revogação. Para isso lançou em seu Congresso Extraordinário um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que pede a revogação da contrarreforma trabalhista e da terceirização.

Esse é o caminho, a luta em defesa dos direitos trabalhistas. E não negociar com um governo que rouba direitos e entrega a soberania, um golpista odiado pelo povo brasileiro. O que dizem os sindicalistas da CTB? Integram a Frente Brasil Popular que luta contra o golpe, mas se aliam à Força e a Fiesp para negociar a retirada de direitos dos trabalhadores com golpistas?

João B. Gomes – da direção executiva da CUT-SP

*texto originalmente publicado em Jornal O Trabalho ed. 814. http://www.otrabalho.org.br

 

Mobilizar contra a quebra dos direitos

CUT lança Projeto de Lei Iniciativa Popular pela revogação da contrarreforma trabalhista

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou em todo o país a Campanha pela revogação da Reforma Trabalhista durante as manifestações do Grito dos Excluídos no dia 7/9 “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”.

O objetivo é colher 1,3 milhão de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que propõe a revogação da Reforma Trabalhista, aprovada em junho e que entra em vigor em 11 de novembro e representa um duro golpe nos direitos dos trabalhadores.

O projeto de lei propõe também a revogação da lei da terceirização aprovada em março deste ano.

Em Salvador, o presidente da CUT-BA Cedro Silva disse que “a CUT sempre lutou por democracia, direitos e postos de trabalho com dignidade, por isso lembramos que todos devem lutar pelos direitos e ressaltamos que é de extrema importância a assinatura do abaixo-assinado para barrar esta reforma”

O presidente da CUT, Vagner Freitas, apontou que já há segmentos que começam a sofrer com demissões e perspectiva de aprofundamento da terceirização, “que precariza, mutila e mata, após a aprovação desse texto nefasto”.

A campanha foi aprovada no recém-realizado Congresso Extraordinário da central e prevê também a criação de comitês das entidades filiadas à CUT para coleta de assinatura. Materiais da campanha podem ser obtidos no site da CUT (www.cut.org.br) e no site da campanha (anulareforma.cut.org.br).

A meta da CUT é que cada sindicato recolha as assinaturas de, no mínimo, 50% do total de trabalhadores de trabalhadoras filiadas.

A coleta de assinaturas é um importante meio de ir para as portas de fábricas, em todos os locais de trabalho e nas praças públicas para discutir e mobilizar os trabalhadores.

Sindicatos da área da saúde coletaram assinaturas no dia 14 de setembro em São Paulo

Direitos golpeados
A contrarreforma aprovada pelos golpistas prevê que o negociado prevaleça sobre o legislado, o que significa que os direitos dos trabalhadores passam a não estarem mais garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Por exemplo, a jornada de trabalho pode ser negociada “livremente” entre patrões e empregados. O Banco de Horas, que antes só poderia ser aplicado mediante acordo com o sindicato, agora é liberado por acordo individual.

O trabalho intermitente que não existia agora é permitido através de contratos sem horário fixo, acabando com a jornada semanal. As trabalhadoras gestantes, que eram afastadas de qualquer atividade insalubre, agora só o serão com atestado médico. Já as que estão amamentando serão obrigadas a trabalhar em ambiente insalubre de qualquer gravidade. O período de descanso e refeição, hoje fixado em lei por 1 hora, passa a ser negociado direto com o patrão para 30 minutos.

No caso de demissão sem justa causa, a multa paga pelo patrão de 40% do valor do FGTS pode cair para 20%.

Faz parte do ataque aos direitos trabalhistas a Lei também aprovada pelos golpistas que permite a terceirização sem limites de todas as atividades, inclusive nos serviços públicos.

Na semana de 11/11, quando entra em vigor a contrarreforma trabalhista, os movimentos sindical e social farão manifestação em Brasília, quando a CUT apresentará o projeto pela sua revogação.

*texto originalmente publicado em Jornal O Trabalho ed. 814. http://www.otrabalho.org.br

Ato de solidariedade à Venezuela

Julio Turra da executiva nacional da CUT, apresenta resolução aprovada pelo congresso extraordinário da CUT, em solidariedade a Venezuela, em ato realizado em São Paulo no dia 31 de agosto de 2017.

 

Manifesto às delegadas e aos delegados do congresso extraordinário da CUT

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Companheiras e companheiros

Este Congresso reúne-se num momento em que a vizinha Venezuela é alvo de ameaças do imperialismo dos EUA, com Trump adotando sanções econômicas e não descartando a “opção militar”, contando com o apoio de governo lacaios da região, inclusive de Temer, para agredir a soberania do povo venezuelano em decidir seu próprio destino.

A CUT reconheceu a Constituinte convocada pelo governo Maduro e tomou posição contra qualquer tipo de ingerência externa na nação irmã. Nossa central integra o Comitê pela Paz na Venezuela, entendendo que as mesmas forças  que apoiaram o golpe no Brasil estão em ação no país vizinho, para entregar o petróleo e os  recursos naturais às multinacionais, liquidar direitos  e conquistas do povo trabalhador em benefício do capital privado e do  imperialismo.

Retomar o movimento da Greve Geral

O conteúdo de ataque aos direitos e à soberania nacional do golpe contra a democracia no Brasil tornou-se evidente. Depois da entrega do Pré-sal, da aprovação da EC 95 (“teto de gastos”) e da antirreforma trabalhista, o governo Temer decreta um pacote de privatizações (Eletrobrás, portos e aeroportos, infraestruturas públicas e até a Casa da Moeda) para entregá-las ao capital local e estrangeiro.

Neste segundo semestre – e só não o fez antes dada à resistência encabeçada pela CUT com seu ponto alto na Greve Geral de 28 de abril, Temer e os golpistas pretendem avançar no desmanche da Previdência, enquanto as campanhas salariais já se defrontam com o PL 13.467 (desmonte da CLT) que entra em vigor em 11 de novembro.

O que exige da CUT retomar o movimento da Greve Geral  – “se botar para votar, o Brasil vai parar” – para a qual não faltam motivos. O que deve iniciar em 14 de setembro com um Dia Nacional de Luta com greves e paralisações em todos os setores, pela revogação  da Lei 13.467, contra o desmanche da Previdência, contra as privatizações e o sucateamento dos serviços públicos.

É a classe trabalhadora com sua luta em defesa dos direitos e conquistas que pode barrar os ataques do governo golpista e mudar a relação de forças em favor da ampla maioria explorada e oprimida de nosso povo. Cabe à CUT organizar essa luta e apontar uma saída política para a profunda crise em que o Brasil foi mergulhado.

Eleição sem Lula é fraude!

A caravana de Lula iniciada no Nordeste mostra que existe, aos olhos do povo, uma saída politica para barrar a destruição da nação e resgatar os direitos roubados pelos golpistas, o que implica reformas estruturais que atendam aos anseios populares (política, agrária, tributária, urbana, etc.), diante da podridão das atuais instituições (como o Judiciário e o Congresso) que serviram de instrumento para o golpe, e esta saída é: Lula presidente com Constituinte!

A CUT deve afirmar em alto e bom som que Eleição sem Lula é fraude!  Sim, pois o golpe continua na tentativa de  afastar a principal liderança popular da disputa eleitoral. Até propostas de  “parlamentarismo” de ocasião surgem, tudo para impedir que a vontade soberana do povo se expresse.

A CUT, que combateu o golpe desde a sua origem,  que denunciou o seu caráter de classe pró-imperialista, que organiza a resistência aos ataques que o governo Temer e seus aliados promovem contra a nação e os trabalhadores,  tem toda a autoridade para liderar, a partir deste Congresso extraordinário, a preparação de uma nova Greve Geral que derrote os planos dos  golpistas e devolva a palavra ao povo brasileiro! A hora é agora!

Assinam: Julio Turra e Juliana Sales – executiva da CUT. Aparecida Pinto, Cleusa Cassiano, João B Gomes, José Jorgio e Lourival Lopes – Direção da CUT. Luis Gomes, Josimar Melo, Menandro Sodré, Jefferson Fernandes, Mariza Carvalho, Sandra Lucia, Zezito Santos, Oton Neves, Joana Darc, Robinson Cireia, Clea Rita, Leoncio, Alex Valença, Marcelo Carlini, Osvaldo França, Nelson Galvão, Edson Gomes, José Teixeira, Paulo Zocchi, Vlamir Lima, Jô Queiroz.

ASSISTA ABAIXO a fala de Julio Turra – executiva da CUT – na discussao de conjuntura do congresso extraordinário da CUT.

“Se botar para votar, o Brasil vai parar!”

Congresso da CUT deve chamar Greve Geral contra desmanche da Previdência

 

Reunida às vésperas do Congresso extraordinário da CUT (28 a 31 de agosto), a Executiva nacional da central discutiu a necessidade de retomar o movimento da greve geral diante da tramitação da contrarreforma da Previdência prevista para este segundo semestre (setembro/outubro) e pela revogação da Lei 13. 467 da contrarreforma trabalhista, que entra em vigor em 11 de novembro.

Em boa parte das plenárias/congressos estaduais que elegeram delegados ao Congresso extraordinário, uma proposta de resolução do agrupamento “Em defesa da CUT Independente e de Luta” nesse mesmo sentido foi adotada, por ampla maioria ou consenso.

O que não quer dizer que a situação seja a mesma do primeiro semestre, que teve seu ponto alto na greve geral de 28 de abril (“a maior da história”), que foi chamada em unidade entre todas as centrais sindicais, com apoio de movimentos populares e partidos (PT, PCdoB, PSOL etc).

Desde então, antes mesmo da aprovação no Senado da contrarreforma trabalhista em 11 de julho, a unidade das centrais foi rompida pela cúpula da Força Sindical que, arrastando outras centrais (UGT e CSB), desde 21 de junho iniciou negociações com o governo golpista de Temer sobre uma Medida Provisória (MP) que “corrigiria” pontos mais grotescos da “reforma” e traria alguma compensação financeira aos sindicatos diante do fim do imposto sindical. O que jogou um peso negativo na greve geral de 30 de junho (bem menor que a de abril) eixada nos ataques aos direitos trabalhistas.

Unidade exige bases claras para a ação comum
Após a aprovação da Lei 13.467, a CTB (ligada ao PCdoB) e a Nova Central também entraram na negociação com o governo Temer sobre a tal MP para “diminuir danos”, cujo futuro é nebuloso.

A CUT, corretamente, recusou-se a participar dessas gestões, que, na verdade, legitimam o golpe desferido pelo governo golpista e sua base parlamentar, levantando a bandeira da revogação da Lei 13.467. O que se desdobra na luta nos locais de trabalho contra a sua aplicação; num PL de iniciativa popular a ser lançado em seu Congresso pela sua revogação e na construção de uma greve geral, por ocasião da votação da PEC da Previdência, que inclua também a anulação desse ataque maior aos direitos trabalhistas e sindicais.

Novos ataques do governo Temer – como a diminuição do valor previsto para o Salário Mínimo em 10 reais para 2018 (de 979 para 969 reais), ao mesmo tempo que dívidas bilionárias de empresários rurais e urbanos são perdoadas; o congelamento de salários de servidores federais nos próximos dois anos, rompendo acordos em vigor – devem engrossar o caldo de preparação de uma contundente greve geral em torno da votação do desmanche da Previdência.

Sobre essa base, a CUT vai chamar todas as centrais sindicais à unidade de ação, vai propor o mesmo nas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, mas sem condicionar às cúpulas das demais centrais a sua posição de convocar as bases cutistas a unirem seus esforços na preparação da greve geral.

Numa situação política instável e de ataques sucessivos do governo Temer e sua base política aos direitos dos trabalhadores, aos serviços públicos e ao povo pobre que deles necessita, à aposentadoria e à soberania nacional com uma onda de privatizações, só a entrada em cena da classe trabalhadora organizada, com grandes mobilizações e a greve geral, é que pode reverter o desastre econômico e social em favor dos interesses da maioria da nação oprimida. Vamos à luta!

Julio Turra

Texto originalmente publicado em Jornal O Trabalho ed. 811. http://www.otrabalho.org.br